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22 de abril de 2018

O estudo e a relatividade no mercado de trabalho



  Já se fora o tempo em que,  alguém podia dizer: Estou em determinada função porque não estudei ou minha mãe aconselhou-me a estudar e eu não a compreendia. Não falo isto jamais em apologia ao não estudo. Muito pelo contrário. Até porque sou hiper estudioso. Traço aqui uma analogia entre tempos para que todos vejam o quanto que as oportunidades se tornaram escassas e que tudo é relativo. Que em terra que todos precisam sobreviver, o importante é lutar com as oportunidades que se tem em mãos. Ou seja, o uso de humildade, resiliência e visão de futuro, fazem toda a diferença! Este tripé é a base emocional na qual o profissional de hoje deve estruturar o seu raciocínio para nunca desistir de seus sonhos. Com o passar do tempo tudo passou a ser ainda mais relativo e no campo profissional não é diferente. 

  Milhões de pessoas possuem graduação ou pós-graduação, dentre outras aptidões e acabam por aceitar a primeira oportunidade que surgi por conta da grande concorrência, das poucas oportunidades existentes em sua área de formação e pelo fato de que as empresas passaram estão adotando o critério de indicação em seus processos de seleção. O que na verdade, existe há muito tempo. O chamado nepotismo não existe só nas empresas públicas, mas também na iniciativa privada. Há os que concordem e os que se oponham. Contudo, o intuito de trazer tal questão a baila é para que todos entendam que muita coisa mudou no mercado de trabalho. Não quero dizer que todas as empresas adotem tal modalidade de contratação, porém é o que tem sido praticado nos dias atuais. Antigamente e não raro ainda se ouve muitos dizerem: Minha mãe me avisava que eu tinha que estudar e eu não entendia e por isso estou em uma função mais simples e ganhando menos. Deixo bem claro que o estudo é, foi e sempre será fundamental. Nos dias atuais, nem se fala. O que esta em discussão é o quanto que por mais que o estudo seja tão relevante há a relatividade e que nem sempre estar preparado quer dizer que alguém conseguirá de imediato algo na área que almeja. Trata-se de algo basilar que todos se formem e continuem a fazer cursos e se preparem para as oportunidades, tenham humildade como princípio basilar e aceitem algo que mesmo que possa não ter nada a ver com o seu perfil profissional, seja a mola de propulsão que o leve para a frente. Afinal, todos nós, precisamos sobreviver. Ressalto, no entanto, que não é porque um indivíduo está sendo contratado para uma área diferente da sua que este deverá realizar as suas tarefas de maneira desleixada. Muito pelo contrário, imprima toda a sua força e dê o melhor de si, pois isto faz toda a diferença. Não se esqueça que através de uma oportunidade que não tenha nada a ver com a sua formação, pode ser a ponte para que você alcance a oportunidade tão sonhada. Lógico que, volto a dizer: a partir da humildade e da capacidade de se reinventar a cada desafio. O meu lema é: Quem faz diferente, faz a diferença. Basta, caros leitores, todos nós, termos sempre uma visão ampla e não fechada. Quando alguém tem bem definido aonde quer chegar, pequenas oportunidades tornam-se um grande canal de vitórias. 

   Conclusão: Não deixe de estudar e aproveite todas as oportunidades que surgirem ao longo de sua caminhada, porque a partir desta postura grandes e melhores oportunidades vão surgindo e volto a dizer: Dedique-se ao máximo e realize bem todas as suas funções porque não existe quem ao dar o melhor de si, não faça a diferença e avance. 


João Luciano Silva da Costa 



1 de abril de 2018

A Páscoa dentro do Contexto atual


    
   Uma simples reflexão sobre á "Páscoa", projeta-me a pensar no que se tornou, ou melhor, no que se tornaram as datas que outrora eram tidas como sagradas. Há alguns anos, as pessoas se cumprimentavam e se deleitavam com os ovos de páscoa, bem como com tudo que fosse característico da festividade em questão, mas não primavam pelos bens materiais em detrimento das boas relações humanas, como atualmente. Sem falar, do avassalador capitalismo. Agora, as relações são mais do que superficiais, são geladas como se estivéssemos no polo norte. Nos grandes centros urbanos, esta realidade é mais clara. o Brasil e o mundo precisa acordar para a importância da prática do amor. Fala-se em religião o tempo inteiro e nada se faz. Não teço aqui,  palavras sobre religião, porque não sou adepto de religiosidade, mas cito, "Madre Teresa de Calcutá", como exemplo, pois esta exercia o bem ao invés de só falar, como se vê na foto acima.  Um outro  ser humano de grande humanidade era irmã Dulce. Mulheres que dentre outras personalidades, foram grandes expoentes da luta por  valores e  pela igualdade social. Estes são alguns dos ideais de prática que defendo e busco. 

 Precisamos de práticas efetivas do bem e de engajamento em prol dos menos favorecidos que necessitam de comida e, sobretudo de amor. Isto é páscoa de verdade e não um ovo de chocolate em um envólucro bonito que só camufla a realidade que muitos não querem encarar. Penso que, não adianta que falemos sobre perspectivas de um mundo melhor a partir de uma humanidade balizada por princípios humanos se não há humanidade e amor dentro de tantos corações. O que houve com as pessoas? Uma pergunta que fica no ar e que sugere uma forte reflexão a ser feita. Tudo mudou, mas com o avanço tecnológico e tudo que o homem inventou seguindo a linha lógica de raciocínio era para que estivéssemos em um caminho de progresso e não em meio a este nefasto retrocesso, sobretudo das relações sociais que a cada momento da história se refaz de maneira negativa, o que é triste. Ao falar com muitas pessoas vejo a palidez de um rosto apático e de olhares sem brilho, ao invés de deparar-me com o colorado rosto de alguém que no passado, tinha viço no rosto e o brilho nos olhos por possuir “amor ao próximo como a si mesmo”, como se estabelece no dito cristão. Realmente o maior retrocesso, a meu ver, não está na economia deficitária, na falta de alimentos para muitos, nas guerras, mas sim no terrível esfriamento do amor, da desarmonia, da ausência de diálogo, na frenética corrida contra o tempo em busca de dinheiro sem se aperceber que fica o dinheiro e perde-se o tempo e consequentemente a vida, uma vez que, o tempo não volta. Muitos não entendem que o que provoca a desigualdade socioeconômica começa na forma desigual com que muitos seres humanos se tratam. Os que são abastados não compartilham. Sem generalizar é claro. Já, os que pouco possuí dividem do que têm com o próximo. A humanidade está doente e as razões estão na falta de amor, a diluição da importância da instituição familiar, depressão, síndromes diversas dentre outros fatores. Enquanto as pessoas não acordarem do sono alienador no qual se encontram nada acontecerá. Caros leitores, sei que no dia de hoje muitos se confraternizam, mas não tenho como fazer um texto que não seja coerente com o que vejo e o que vejo, sem generalizar, é um desamor sem precedentes, um consumismo desenfreado e uma inaceitável hipocrisia. Sei que a sinceridade nem sempre caminha paralelamente com o desejo de muitos, no entanto, só a conscientização pode acordar e libertar. 

  Penso que, por mais que se apregoe o amor e se tente promover as relações humanas, pouco se vê de evolução. Contudo, não devemos parar de seguir em frente. Que a chama do amor reacenda. O domingo de Páscoa representa a ressurreição de Cristo, independente de credo religioso. Que haja a ressurreição do amor ao próximo e que todos reflitam no que de fato desejam deixar de exemplo e legado para a geração futura. 



João Luciano Silva da Costa




25 de março de 2018

O Caso Marielle Franco e seus Desdobramentos


 Trata-se de algo lamentável para mim, ter que tocar novamente, em um assunto tão triste como é o caso do trágico assassinato da notável, vereadora do estado do Rio de Janeiro: Marielle Franco. No último dia, 19/03/18, discorri amplamente sobre assunto. Segue o link: http://jluciano442.blogspot.com.br/2018/03/a-banalizacao-do-crime-e-as_32.html. Não posso furtar-me de abraçar esta causa depois de tantos absurdos que surgiram nas mídias sociais, por meio do que se convencionou chamar de: "fake news". Os "fakes news", publicaram vídeos e mensagens em redes sociais, com as mais diversas especulações, denegrindo a dignidade da supra vereadora. Isto é inaceitável. Uma jovem vereadora de apenas 38 anos, que só contribuiu para que o Brasil se tornasse socialmente igualitário. Nenhum ser humano tem o direito de julgar a quem quer que seja. Só pessoas destituídas de humanidade e respeito prejulgam a vida de uma mulher que tanto lutou de maneira destemida e incansável em prol do povo mais sofrido, pela igualdade social, inserção do negro dentre outras causas fundamentais. No entanto, ser corajoso, combativo e honesto no Brasil não é algo bem aceito em meio ao atual contexto de demagogia, hipocrisia, falta de princípios e bom senso. Uma mulher difamada por alguns indivíduos desumanos no Brasil e ao mesmo tempo, aclamada e enaltecida pelo Parlamento Europeu e por várias instituições de renome pelo mundo afora. Sem falar que, a Anistia Internacional está exigindo uma investigação rigorosa sobre o casoAlgo emocionante e que só corrobora os trabalhos, a honradez  e o brilhantismo de Marielle Franco: mulher de prestígio e uma competente articuladora, como se vê na foto acima, em atuação na Câmara de Vereadores do Rio de janeiro. Segue abaixo, vídeo no qual, "Marielle Franco", participa de um amplo e rico debate em defesa da igualdade racial dentre outras questões:
                                                       

                                                                                                                      

  Em menos de uma semana do brutal assassinato da vereadora: “Marielle Franco”, várias são as especulações sem fundamento, feitas acerca da vida pessoal da supra parlamentar. A justiça ordenou a retirada de tais postagens. Não se julga o mérito das consistentes causas que a vereadora defendia e o dos projetos que a mesma apresentou, mas julga-se a vida pessoal. Realmente, existem coisas que me gera asco. Não consigo conceber a ideia deste assassinato, quanto mais a da especulação  e do preconceito de pessoas do mais baixo nível, que se aproveitam da desgraça alheia para destilar veneno. A pequenez de pensamento, de argumento, a ausência de atitudes produtivas e de valores são tão presentes dentro da atual conjuntura, que por vezes, tento encontrar-me enquanto cidadão e brasileiro que sou. O patriotismo chega a sair de minhas veias quando me deparo com um país no qual além de mazelas sociais incomensuráveis temos ainda, que lidar com a pobreza de espírito de pessoas que ao invés de se colocar no lugar dos familiares e amigos da saudosa política, haja vista que, o que se abateu sobre a família da mesma poderia ter ocorrido com qualquer um de nós. Podre são todas essas atitudes e as repugno absolutamente. Não sou advogado e nem preciso advogar em defesa da vereadora, mas coloco-me no lugar dos outros. Trata-se de uma sordidez sem precedentes, difamar uma pessoa, quanto mais se esta nem viva está. O que me norteia não é ter seguidores, mas os meus valores. Marielle Franco era relatora da comissão que acompanha a intervenção militar no estado do Rio de Janeiro e isto projeta-nos a imaginar que houve um crime motivação política dentre outras hipóteses. Penso que, macular a imagem de alguém que foi assassinado é matar a mesma novamente. Se não bastasse, a morte física ainda tenta-se matar a memória de uma pessoa, como o fez de maneira infundada e leviana, a desembargadora do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro: Marília de Castro Neves Vieira. A magistrada teria dito que,  a vereadora estava engajada com bandidos, que apoiava facções criminosas e que a mesma provou do remédio que receitava. Uma verdadeira covardia.  Uma jurista que não representa o judiciário e muito menos o povo brasileiro. Que a justiça seja feita e que a referida magistrada seja punida de acordo com as leis. O Conselho Nacional de Justiça precisa entrar em ação. Absurdo. O que me norteia são os meus valores. Nada calará a voz de quem carrega no sangue o senso de justiça e o ideal de ver um Brasil justo para todos. Deplorável que no auge do cargo e de seus estudos, uma desembargadora se preste a este papel chulo, imparcial e desumano. Clamo que a sociedade se manifeste com relação a isto e a tudo que venha ferir os preceitos da lei e o tão importante princípio da dignidade humana estabelecido no artigo 1° inciso III da Constituição Federal. Que a justiça seja feita e que crimes como estes, independentemente de ser uma autoridade pública ou não se torne mais um número na estatística. 

  Escrevo há anos e sobre diversas vertentes sociais e dificilmente deparei-me com um caso provocasse em mim, a necessidade de fazer o desdobramento de um tema já discutido em outro artigo. Minha marca é esta, a de promover o amplo debate público de maneira destemida a fim de aclarar as mentes, fomentando a evolução das relações humanas e a igualdade social. Abraço honrosamente esta causa e faço de minhas palavras o slogan da saudosa:  Marielle Franco, presente.  Anderson Gomes, presente. Reflitam e tenham um excelente dia! 



João Luciano Silva da Costa.




19 de março de 2018

A Banalização do Crime e as Incoerências Sociais

 
  Na última semana, precisamente no dia, 14 de março, o Brasil  e o mundo deparou-se com a fatídica notícia do assassinato da jovem vereadora, do estado do Rio de Janeiro, de apenas 38 anos: Marielle Franco do (PSOL), Partido Socialismo e Liberdade e de seu motorista: Anderson Gomes. A violência tem se alastrando de modo absurdo, inaceitável e agora os atingidos passaram a serem os políticos. Sempre se falou de que um dia a crueldade da violência atingiria os grandes arautos da política, mas muitos parlamentares, sem generalizar,  não deram ouvidos. Solidarizo-me com os familiares e amigos da supra vereadora, bem como, com todos os cidadãos que sofrem com  está perda e que de alguma maneira perderam um ente familiar ou amigo nestas condições. Penso que, o crime se tornou uma uma prática comum no cotidiano brasileiro e, nos últimos tempos de modo ainda mais intenso na cidade do Rio de Janeiro da qual sou natural. Com isto, as pessoas são assassinadas e é como se nada tivesse acontecido. A partir daí,  tem crescido a banalidade com que a violência é vista e tratada. Segue abaixo, o brilhante discurso da nobre vereadora:
 

                                                             
    
  A despeito do cargo público que a mesma ocupava, a morte da supra vereadora, mãe, filha e cidadã: Marielle Franco, bem como a de seu motorista: Anderson Gomes, deixa-nos com uma lacuna inestimável. Aonde está a segurança pública? Aonde estão as autoridades militares que passaram  a atuar em conjunto com a polícia nas comunidades cariocas? Realmente é revoltante o ponto em que estão os estados brasileiros. Isto é uma vergonha e projeta ainda mais, o Brasil, como o país da violência, impunidade, mazelas sociais dentre outros. A foto acima foi veiculada pelo Portal G1 da Rede Globo e a foto é de Mário Vasconcellos.  A notável vereadora foi uma veemente feminista que bradou a frente de lutas em prol das mulheres, lutas por igualdade entre os negros dentre outras causas. Assumiu também a comissão que acompanha a intervenção militar nas comunidades cariocas. Apesar da pertinência e relevância da questão, como é triste e revoltante escrever sobre o fato em pauta, após eu ter escrito no dia, 08 do corrente mês, dia internacional da mulher, sobre a sua importância, o protagonismo das mulheres na luta por espaços e do seu papel efetivo dentro do contexto social, como segue no link a seguir: http://jluciano442.blogspot.com.br/2018/03/o-dia-internacional-da-mulher-e-o.html. Diante de todas as mazelas sociais, políticas e econômicas nas quais o Brasil está inserido, sou levado a questionar a comoção pública. Por quê? Nada contra a comoção. Contudo, a comoção deveria ser democrática, prestigiando a todos e não apenas um segmento que possuí poder e popularidade. Algo que precisa ser revisto. Todos precisam refletir, já que, a igualdade deve imperar. Utilizam-se da morte da supra política para se promoverem. Infelizmente, o que aconteceu com a vereadora em questão, acontece todos os dias. São milhares, os cidadãos anônimos como: trabalhadores e, em muitos casos, crianças  que morrem vitimados pela violência que de tanto nada ser feito a morte tornou-se algo banal. Ninguém fala nada. Sem falar no absurdo de que, em muitos casos nem entram para as estatísticas, o que me leva a entender que trata-se uma trama a fim de camuflar a real verdade dos fatos. Ou seja, uma hipocrisia institucional instalada. Algo necessita ser feito. O povo precisa refletir sobre os acontecimentos e a partir disto, começar a se posicionar através de mobilizações em prol de políticas públicas voltadas para a promoção da educação, saúde, combate a violência, pois só a educação poderá mudar esta realidade. Há anos se fala nisto e por conta de muitas autoridades não terem dado atenção e, neste caso em específico, não arrolo a nobre vereadora, mas sim a um sentimento que norteou muitas autoridades durante anos de que o que acontece com o cidadão, comum nunca os atingiria. Hoje não só o estado do Rio de Janeiro, figura no ranking de cidade mais violenta, mas todas as cidades do brasil são violentas em pequena ou grande proporção. Tudo isto está ligado à falta de educação de base e da preparação das jovens mães e pais na formação de seus filhos. Por mais que eu discorra aqui sobre a temática social e suas contradições, as necessidades do povo, a importância imperiosa da educação dentre tudo que falei ainda restará o que ser debatido. Trata-se de um desafio constante que abracei e perseguirei até o fim. Espero ter abarcado o necessário para suscitar o debate público na busca por soluções.

  Muita coisa precisa ser feita. O caminho começa pela renovação política e com a inserção de outras propostas que de  fato caminhem para atender a realidade do povo que anseia por dias melhores.  Precisamos de novos argumentos e, sobretudo de políticas públicas efetivas. O povo está cansado de discursos vazios e inflamados de demagogia. Reitero com os meus mais sinceros sentimentos a família, amigos e a todos do Brasil e do mundo que, assim como eu, colocam-se de luto por esta irreparável perda. 





João Luciano Silva da Costa



8 de março de 2018

O dia Internacional da Mulher e o Contexto Atual


 Ao longo da história, a mulher sofreu com as amarras do poder machista  que a cerceava em todos os aspectos das relações sociais. Sem falar da violência repressiva que esta sofria e muitas ainda sofrem. Trata-se de algo execrável e inaceitável. Isto tem sido combatido de maneira veemente no Brasil pelo poder judiciário com base na lei 11.340 sancionada em, 07 de Agosto de 2006, intitulada: Maria da Penha. Uma lei criada em menção honrosa a esta que foi e sempre será uma grande mulher:  "Maria da Penha", que depois de inúmeras violências deu um brado de independência, coisa que toda mulher deve fazer. Nunca se esqueçam que a consciência dos nossos direitos, produz liberdade.  O enrijecimento de leis também contribuiu muito. As mulheres além de tudo, viviam sob o silêncio que as amordaçavam. Contudo, elas nunca deixaram de lutarrem e jamais esmoreceram e por conta da bravura se notabilizaram. A mulher ganhou mercado passando a assumir postos de trabalho que jamais imaginara ocupar em outros tempos. Sem dúvida, a imersão feita pela mulher no campo jurídico, político, econômico e social, bem como em todas as áreas repercutiu em um imenso progresso para a humanidade. No entanto, muito falta a ser feito. 

  Os movimentos feministas originados entre os séculos XIX, XX e que perduram até os tempos atuais foram e são elementares para que as mudanças ocorram de modo efetivo.  Não há como deixar de citar, aqui, o protagonismo histórico da guerreira e que veio a tornar-se uma grande mártir: Joana D’arc. Uma grande revolucionária francesa que a despeito da cultura da época, lutou por seus ideias até o fim. Um grande exemplo de coragem e bravura, características da mulher e símbolos da  revolução feminista. Um ato que deixa muitos homens aquém do potencial que a mesma possuí através de seu imenso destemor.  Já estritamente dentro do campo da luta por igualdade, temos a ativista política, feminista, intelectual e filósofa francesa: Simone de Beauvoir, bem como a  brasileira e nordestina: Nísia Floresta que foi professora e escritora, dentre várias outras mulheres que defenderam os movimentos feministas mundo afora.  Nossa história é marcada por contradições e quebrar cada uma delas não foi e não é algo fácil, mas aos poucos com muita obstinação e garra as mulheres têm mostrado a que vieram. Os movimentos feministas fizeram com que as mulheres ganhassem espaço, destaque, dignidade e com o passar dos anos a igualdade de direitos. Lógico que ainda falta muito a ser discutido, mas sem titubear as mulheres conquistaram espaços jamais imaginados na história da humanidade. Constatar que esta perspectiva era algo tão vivo há séculos atrás, projeta-me a imaginar o quanto era grande o retrocesso no qual a humanidade estava inserida. Não dava para discutir e muito menos falar em avanço com uma sociedade que era marcada pelo mais absoluto e absurdo contexto de desigualdade entre homens e mulheres. A grande questão é que a hipocrisia e as contradições, infelizmente, sempre fizeram parte da história. Tocar em um assunto que caminhasse na contramão do que era ditado pelo sistema vigente, através de convenções ou padrões de comportamentos era um verdadeiro atentado. Com base no exposto, reflito sobre diversas questões dentre as quais a que muitos sequer dão valor como o caso de mulheres sozinhas  que criam seus filhos, o que em outros tempos era visto com preconceito por moralistas da época. Atualmente, a mulher é vista pela sociedade como uma guerreira que, inclusive, em muitos casos, sem ter o apoio do marido vai à luta e não deixa faltar nada ao filho. Um verdadeiro exemplo. O tema em pauta é bem emblemático e ainda há muito, a ser debatido, porém creio que temos aqui, uma forte base, para o aprofundamento de outras questões de relevância. Enfim, mulheres que são mãe e pai ao mesmo tempo, mulheres que estudam, cuidam da casa, que batalham no campo político, que se esmeram na carreira jurídica desde o serviço mais simples até a atividade de juíza, mulheres que são médicas, mulheres escritoras, professoras, motoristas, atendentes, seguranças, dentre diversas outras atividades e que, sobretudo, amam e possuem a incrível dádiva divina de gerar e de dar a luz a um ser.

 Com base em todo este exemplo de resiliência e superação deixo aqui, o meu incentivo ao ativismo feminista desde que, este caminhe na via do bom senso e de acordo com a ordenamento democrático. Que os movimentos feministas nunca vá para o campo do radicalismo, pois nada que extrapola os limites e entra em uma linha extremista é bom. O equilíbrio é tudo e só este pode conduzir-nos a bons resultados. Que as lutas e a bravura nunca tire a leveza, doçura e a sabedoria de uma mulher virtuosa.  Que as batalhas sejam por igualdade de direitos como o são e nunca tornem as mulheres em um ser intolerante, bruto, ou seja, que a essência característica da beleza feminina seja sempre mantida. Conclusão: a bem da verdade, o dia das mulheres são todos os dias, mas as datas comemorativas servem para que sempre venhamos refletir. Minha mais sincera homenagem a todas as mulheres do Brasil e do mundo! 



João Luciano Silva da Costa.




1 de março de 2018

A realidade de quem vive nas ruas

    
 Somente quem tem senso humanitário ou vivenciou a experiência de ter estado em condição de rua possuí sensibilidade, capaz de descrever o quanto é doloroso, desumano e humilhante a vida de quem mora nas ruas, ou melhor, de quem não tem vida! Ao sair em campo, o que vemos é o sofrimento das pessoas. Algo terrível, pois deparamo-nos com histórias de vidas incríveis e marcadas por acontecimentos trágicos que vão desde traumas a uma vida de humilhações. Trata-se de um fato lamentável, no entanto, que precisa ser retratado como é. Muitas informações são passadas com demagogia. Ao analisar par e passo de cada situação, percebemos que há pessoas com históricos tristes e outras com históricos marcados por escolhas que a projetaram para tal realidade, como os dependentes químicos que em boa parte dos casos, são deixados pela família, que se vê acuada e saturada com a situação. Com isto a mesma, sem generalizar acaba deixando o dependente seguir a sua vida. Por outro lado temos os usuários de drogas que em sua grande parte se enveredam para o submundo das drogas e perdem suas vidas por conta de uma infeliz escolha e por aí vai a extensa lista de casos que motivam a ida de muitos para a rua. Em meio a todas estas questões há casos e casos e não cabe a quem quer que seja fazer julgamento. Assistam ao vídeo abaixo do Programa: “Conexão Repórter” do SBT (Sistema Brasileiro de Televisão), apresentado pelo renomado jornalista: Roberto Cabrini:



   A situação de quem vive nas ruas é crítica. Sei que existem abrigos da prefeitura voltados para atender a estes casos. No entanto, não possuem o mínimo de segurança. Com isto muitos moradores de rua preferem ficar nas condições em que estão. Lógico que há também os casos de pessoas que optam por viver nas ruas por conta da acomodação gerada pelo recebimento de esmolas.  As pessoas precisam ter oportunidades de trabalho e serem incentivadas a trabalhar.  No entanto, as autoridades precisam olhar para esta realidade como um todo. Trata-se de uma questão de utilidade pública preservar  o princípio constitucional da dignidade da pessoa humana defendido no artigo 1° inciso III da Constituição Federal. O fato é que esta calamidade atinge desde as pessoas acomodadas até famílias inteiras que por não ter como custear um aluguel, seja por desemprego, dentre outras situações acabam por ficar sem saída e buscam embaixo das marquises um lugar no qual possam se abrigar. Seres humanos que ficam sujeitos à fome, frio, sem um colchão, sem um cobertor, e sobretudo do apoio afetivo de alguém que os ouça e oriente. Existem até pessoas que possuem algum estudo, mas que por circunstâncias da vida foram parar em tais condições. Moradores de rua são julgados, humilhados e ultrajados na sua dignidade através do nojo dos que pensam e agem como se fossem melhores que o seu próximo. Indivíduos destituídos de humanidade.  Muitos se esquecem de que o mundo é como uma caixinha de surpresas e que todos, nós, indistintamente estamos sujeitos a parar em tal realidade. Basta à vida dar as suas voltas. Felizmente estas voltas ocorrem. Caros leitores, a arrogância com que muitos agem é algo que supera as barreiras da mais absoluta ignorância! Na minha concepção, tal pessoa imagina-se como o quê? Um Deus? Acima do bem e do mal. Oh, que imensa boçalidade. Todos deveriam refletir sobre o banho antes de olhar o seu próximo com indiferença e nojo. Digo isto por um simples fato: Se todos nós, seres humanos, não tomamos banho, ficamos com mau cheiro. Escrevo há anos sobre questões sociais e suas nuances, dentre diversas outras temáticas e não poderia furtar-me de utilizar de minha sincera opinião acerca de atitudes que a meu ver, são absurdas. Penso que, amar o nosso próximo é um mandamento cristão e uma atitude fundamental. A partir desta exposição sugiro que todos façam uma profunda autoanálise e uma imersão para dentro de si mesmo. Desta feita procurem rever conceitos e os que já praticam o bem continue a fazê-lo e, já os que se negam a prestar solidariedade reflitam sobre o dia de amanhã, pois o amanhã é incerto!

  Fica a minha sudação a todos e o meu clamor de que às autoridades públicas olhem pelos casos de pessoas que estão em condição de rua e perderam a conexão com a realidade. O governo possuí unidades CAPS (Centros de Atenção Psicossocial), unidades na qual, a pessoa pode ficar internada e  receber atendimento específico o que é basilar em casos como este. Agora peço encarecidamente as autoridades que coloquem seguranças nos abrigos e deem condições para que as pessoas vivam  e se restabeleçam dignamente.  Excelente dia a todos!!



João Luciano Silva da Costa.




2 de fevereiro de 2018

A importância do silêncio para retomar a vida


  Penso que, há circunstâncias na vida cujas quais, muitas vezes precisamos buscar refugio no silêncio, para ver aonde paramos e retomar a nossa vida. Para tal é importante refletir sobre tudo e a partir desta feita, refazer os rumos a serem traçados. Nem todos lhe compreenderão, no entanto, o que importa de verdade é que você se compreenda, pois no cotidiano, poucos estão acostumados a fazer isto. As pessoas, sem generalizar vivem sem se questionar sobre várias coisas  e com isso vão colhendo como consequência, dissabores. O cérebro por conta de tantas pressões provocadas por muito estresse é projetado a um degaste tão grande, que somos obrigados, em um determinado instante da vida, a frear o ritmo da correria. Pelo menos é o que deveria ser feito. As vezes o ideal é rever todos os conceitos e refazer a rota dando um giro de 360 graus . 

   Contudo, as mudanças precisam ser feitas de maneira prudente e sábia, mas é necessário, haja vista que, não tem outro caminho. Isto contribuirá para a equalização de emoções, o que consequentemente produzirá o equilíbrio no campo energético. Neste ponto não há meio termo. Na verdade, em todas as nuances da vida não deve haver hesitação sobre o que tem que ser feito ou não. Ou seja, ou fazemos algo ou deixamos de fazê-lo. Assim também é com relação ao campo das ideias. Para termos um grau de consciência que se coadune com o que esperamos alcançar é absolutamente importante silenciar-se diante de algumas questões delicadas, e que são o carro chefe para que outras funcionem de maneira saudável em nossa vida. Não adianta prosseguir com pensamentos retrógrados e que não produzem efeito prático em nossa vida. É fundamental a adoção do método socrático com base em Sócrates, filósofo grego, que consiste em fazer questionamentos a si mesmo sobre as decisões, ora tomadas. Isto reside em analisar se as mesmas, estão no caminho certo. Porque do contrário, a vida não andará e os projetos não sairão do lugar. Para tudo tem que haver um sentido fundamentado, uma razão de ser. Não podemos tomar decisões sem saber de fato se valerão a pena e nem deixar de arriscar a partir da ponderação das escolhas feitas. Diversas são as pessoas que vivem sem perspectivas na vida porque não possuem um alvo definido, não sabem aonde querem chegar e tantos outros o sabem, porém desconhecem o que fazer para atingir suas metas. Para começar, a reflexão é um ótimo caminho, mas uma reflexão planejada. Digo planejada no sentido de se ter reflexão e atitudes caminhando lado a lado, como no caso da esperança. Muitos ficam com esperança em relação a algo e não fazem nada para que as coisas aconteçam. Em muitos casos, a esperança, a meu ver, é pouco compreendida por muitas pessoas. Esperança para muitos é literalmente cruzar os braços e esperar que as coisas aconteçam. O cruel é que o tempo vai passando e quando se apercebem não há mais o que ser feito em relação a muitas coisas. Por isso se permita ficar só e em silêncio. Isto lhe permitirá rever a sua vida e as decisões que tem tomado.

  Conclusão: Muitas vezes, no decurso do tempo perdemos a vida, sem perceber que o fizemos. Isto se dá, pelo simples fato de viver por viver. Entenda que para todas as ações há reações. Não pense que ao plantar feijão você vai colher arroz e vice versa. Colhemos exatamente de acordo com o que semeamos, seja na vida profissional e em todos os aspetos da vida. Tenha um excelente dia!!!



João Luciano Silva da Costa.




25 de janeiro de 2018

A importância da vida e o tempo que não volta


 Observo no dia a dia, o quanto que a futilidade, infelizmente tornou-se algo banal. Muitas pessoas age e reage de maneira fútil com relação á vida e o tempo que são tão preciosos. Não se dão conta de que tudo passa e que deveriam ou poderiam ter feito muito mais para que tivessem uma realidade de vida melhor. O problema é que para muitos a ficha só caí  quando o tempo passa e a idade chega. Caros leitores e leitoras, sempre há tempo para refazer cada linha mal feita da vida, mas uma coisa é certa: O que passou não volta mais e o tempo que foi desperdiçado é algo perdido. O que pode ser feito é uma revista ao passado e procurar não repetir as mesma práticas.   Por esta e outras razões que em tudo e para tudo temos que agir com a razão e com os pés nos chão. A razão projeta-nos para um futuro certo, já as emoções para o campo das ilusões.

  Um choque de realidade sempre faz bem e sobretudo, projeta-nos para uma reflexão que produz resultados.  Como na imagem em tela, nossa vida é como uma ampulheta,  que possuí tempo definido e para tantos que levam a vida dentro do contexto de infindáveis brincadeiras sem nexo fica a reflexão. Nada contra os prazerosos momentos de descontração, mas se faz necessário saber que para tudo há hora certa! A vida como digo, em muitas de minhas obras é muito passageira e ter atenção para com isso é fundamental, pois é sobre esta base de pensamento que devemos estruturamos o nosso futuro plantando no hoje, o que almejamos alcançar no amanhã. Sob o ponto de vista que a vida é passageira e devemos vive-la intensamente é uma coisa, mas ter os pés nos chão e a consciência de que devemos viver com intensidade, porém sempre semeando no intuito de ter como colher é algo precípuo. Quem pensa de maneira diversa tem todo o direito de fazê-lo, no entanto, não tem o direito de reclamar dos resultados, pois a vida é constituída de escolhas e cada um faz as suas. No campo da semeadura, o semeador, nós, temos a liberdade de escolha, contudo também ficamos reféns das consequências sejam elas boas ou ruins. Dentro deste prisma que segue a minha linha de raciocínio. As futilidades permeiam a meu ver, á órbita da idiotice porque muitos perdem tempo com vídeos sem conteúdo, conversas sem fundamento, a prática da detração, ou seja, falando umas das outras e não se apercebem do quanto estão sendo desleixadas com elas mesmas. Assistir um vídeo sem conteúdo já é uma perda de tempo ridícula, mas falar mal dos outros é algo que só cabe dentro da cabeça de pessoas medíocres que por falta da vontade de aprender algo novo, seja pela preguiça ou mesmo ignorância acabam por mergulharem no mais absoluto abismo. Dentro de minhas imperfeições, pois não somos seres perfeitos, mas em processo contínuo de aprimoramento fico procurando entender qual o meu papel nesta vida e o de como posso ser útil ao meu próximo. Não para promover-me, mas para que a minha vida tenha sentido e não venha viver por viver. Que Deus, independente de credo religioso, seja a bússola que guie todos. 

  Conclusão, a vida para ter sabor e sentido prático de verdade necessita ser vivida com sensatez e ter bom senso é sempre refletir e extrair o que é e está sendo construtivo para nós e para os nossos semelhantes. Reflitam e tenham um excelente dia!!!



João Luciano Silva da Costa.



16 de janeiro de 2018

A essência da prática do bem e as contradições do dia a dia

  
  Nas religiões é muito ensinado e apregoado o bem e a fraternidade em nome de um exercício genuíno de amor que um indivíduo deve ter para com o seu próximo. Aliás, trata-se de um mandamento cristão. No entanto, na pratica o que observo é que as palavras, hora proferidas, não condizem com as práticas de muitos. O bem ao próximo passou a ter, a meu ver, várias conotações, menos a de bem. Bem é fazer um ato de generosidade pelo fazer e não com o intuito de se ter algo em troca. O que vejo atualmente é um oportunismo exacerbado. Muitos dizem em altos brados: Façam o bem e na prática o fazem visando algum interesse, ou seja, o fazem em nome de conveniências. Isto foge a todo preceito que traduz a essência do verdadeiro bem, feito com desprendimento, sem querer nada em troca, fazendo o bem com uma mão, sem olhar a outra. Estender as mãos ao próximo é fundamental. O dia em que todos tiverem consciência da importância de se fazer o bem e o fizerem verdadeiramente estaremos construindo um mundo melhor, com seres humanos mais sensíveis e melhores. 

  O grau de hipocrisia é absurdo. As pessoas vivem um bem que foge a tudo que imagino. O bem transcende as fronteiras do dinheiro, é ter a capacidade de ouvir, de ter lealdade, de nunca deixar um irmão ficar só em meio aos desertos da vida, é dar carinho quando todos se foram, é muitas vezes ouvir sem proferir opiniões. Claro, porque muitos estão tão ávidos de ser ouvidos e de desabafar que se dispensa que o interlocutor profira alguma palavra. Fica a pergunta, quem tem feito isso? Muitas pessoas querem ser ouvidas e não ouvem, querem ser bem tratadas e não tratam bem o seu próximo, muitos querem ser servidos e não servem os outros, muitos querem que lhe abram a porta e não são capazes de abrirem sequer a principal porta que é a do coração, muitos falam professar uma religião e na hora da verdade, o da religião mais criticada é que faz o bem, muitos anseiam a paz e quando entram em um elevador nem olham para os que estão ao lado e nem um bom dia possuem a coragem de dar. Ora! Quantas contradições o que só vem a confirmar a grande hipocrisia na qual, muitos estão imersos por conta da tamanha cegueira e ignorância. Tudo seria mais simples se ao invés de falar se fizesse e ao invés de querer algo em troca, fosse praticado cada vez mais, o verdadeiro bem. Infelizmente, a realidade é cruel. Seja nas religiões ou em outros contextos, o que vejo é um descaramento de muitos que possuí a coragem de abrir a boca para se promover em cima do que fizeram. Sem falar os que põem uma bíblia embaixo do braço, no intuito de se promoverem. Parecem santos e portam-se como em rito litúrgico, mas em contrapartida são como bem reza um dito popular: verdadeiros "lobos em pele de cordeiro". Precisamos falar abertamente sobre os fatos, sem mascará-los, sem querer passar uma coisa que não existe. Quantas são as pessoas que dizem fazer o bem e por verem o seu próximo em pleno estado de vulnerabilidade aproveitam-se da situação e com uma pseudo proposta de ajuda, sugam o resto de energia que a mesma tem, ou seja, que bem é esse? Verdadeiros parasitas. Portanto caros leitores, a hipocrisia está muito presente nas religiões e enraizadas nas práticas faláciosas de pessoas que só sabem tirar proveito das demais. Verdadeiros oportunistas. Isto precisa mudar. 

  Em síntese, o bem precisa voltar a sua essência e ser praticado de fato e não ficar no campo das palavras. Meu lema é: "Quem precisa tem pressa". Reflitam e tenham um excelente dia!!!




João Luciano Silva da Costa.




3 de janeiro de 2018

Um novo ano e a construção de uma nova história



 Não há como alguém ter um começo ou recomeço de vida se este estiver preso a um passado do qual não faz mais parte. Lembrar e relembrar antigos dissabores, relações sociais rompidas no passado, bem como do que se perdeu entre aspas etc só faz com se caminhe pela estrada do mais absoluto retrocesso. O começo e o recomeço não combinam com pensamentos retrógrados e nem muito menos com o estar com um pé no presente e outro no passado.  Viver intensamente o presente, ter os nossos olhos no futuro e os olhos bem atentos a tudo e em todos é fundamental. Nunca se esqueça de que o que tem uma aparência de verdadeiro às vezes pode ser uma grande farsa e o que muitas vezes transparece caminhar na contramão de tudo que se supunha como ruim, ser exatamente o bom.

  No entanto, viver é como uma mãe que concebe a luz a uma criança, não há um manual, uma cartilha. Ninguém nasce preparado para as armadilhas da vida. Viver é um aprendizado constante e na escola da vida só se aprende errando. Isto serve para todos os contextos da vida. Nunca é demais ter sempre um momento de reflexão. Muitos sofrem por agir no afã do momento, no calor da emoção. A racionalidade é fundamental para levar-nos a pensar, repensar e a projetar com sabedoria a rota da nossa história. Neste começo de ano temos em nossas mãos mais uma vez, um livro em branco, com 365 páginas onde já estamos tendo e teremos a chance ímpar de reescrever uma nova história a partir de novas escolhas. Portanto, analise cada atitude que irá praticar, porque depois não adianta reclamar e nem muito menos colocar-se como vítima. Uma outra questão que precisa ser refletida são as mágoas, pois onde há confraternização não pode haver mágoa. A mágoa é um imenso contrassenso dentro do contexto das festas de fim de ano, nais quais se apregoa tanto a paz e a harmonia. O amor é um exercício diário de oferecer carinho e apoio ao nosso próximo. Caros leitores, a vida é curta demais para que tenhamos uma vida marcada por sentimentos ruins.

 Iniciar um novo ano é algo incrível. Gratidão é a palavra que consegue chegar próximo do que traduz este que é um marco para a vida de todos nós, seres humanos! Feliz 2018 com muita saúde, felicidades, sonhos concretizados, amor, diálogo, interação e paz mundial!!!


João Luciano Silva da Costa. 


24 de dezembro de 2017

A essência do Espírito Natalino e os dias atuais

  
  Espero que a árvore de Natal, os enfeites, os presentes e a ceia não sejam os referenciais de amor e, sobretudo que, não apaguem o mais importante que é a chama da verdadeira essência  natalina que está no nascimento de Jesus Cristo. Ao longo dos anos nota-se com tristeza, o esfriamento de muitos com relação ao Natal. Seja pelas atitudes que outrora eram marcadas pela fraternidade e pelo caloroso carinho que uns demonstravam para com os outros e até mesmo campanhas como o: "Fome Zero", uma idealização do saudoso sociólogo: Herbet de Souza, mas conhecido como: Betinho. Antes, era um hábito todos se cumprimentarem  antes das festividades de fim de ano e o que se observa nos tempos atuais é uma terrível apatia entre as pessoas. Sem falar no consumismo exacerbado, ou seja, exagerado que predomina e dita às regras do que era para seguir o rito mais que natural que é o do reconhecimento e a celebração ao nascimento de Jesus Cristo, independente de religião. Sempre desvinculo a figura de Deus, da religião porque eu estaria abraçando uma bandeira e aqui é um espaço democrático, no qual utilizo para  discutir e promover a evolução das relações humanas, a pacificação mundial, integração entre os povos e o amor ao próximo dentre outros temas. 

   A grande questão é que falar de valores, enaltecer o sagrado, ter como primazia uma oração, seja ela dentro de qualquer vertente religiosa e falar da instituição família, dentre inúmeras outras questões tornou-se algo utópico e até motivo de ironia para alguns que são norteados pela mais absoluta ignorância, ainda que, democraticamente cada um tenha o direito de agir e reagir da maneira que lhe convier. Com o passar dos anos tenho percebido o esfriamento das comemorações natalinas, o enfraquecimento das relações humanas e a ausência de socialização. Muitos estão cada vez mais, enclausurados dentro de si mesmos e com isto não há espaço para o diálogo físico, o tradicional, olho no olho, mas só o virtual através das redes sociais como o facebook e whatsapp. Algo frio e que tem tornado as pessoas introspectivas e voltadas para uma imersão muito pobre de conteúdo e repleta de futilidades que em nada colabora para a evolução do processo de socialização. Há anos escrevo sobre tantos temas sociais e diversos outros assuntos e a sensação que se tem é que por mais que façamos ainda é insipiente, ou seja, pequeno, pouco o que oferecemos em matéria de pesquisas e estudos acerca da questão, pois percebo um retrocesso nas relações humanas que me causa espanto. Fico a refletir como serão as relações humanas se algo de concreto não for feito no campo da consciência, pois se as pessoas não obtiverem consciência sobre a vida e do reflexo de seus atos nunca se logrará êxito, sucesso nesta questão que para mim é fundamental porque uma humanidade que não comunica solidariedade, amor e empatia não tem como progredir. Lutemos para que o amor verdadeiro renasça. Felizmente ainda existem pessoas que falam do amor e na prática observamos que praticam o que falam. Observo o comportamental das pessoas e vejo o quanto as mesmas, sem generalizar, são frias e sem amor. São ressentidas, amarguradas, desalentadas, desesperançadas, em alguns casos há um misto de tudo isto com a arrogância descomunal o que caminha na contramão de tudo que dita o amor e o diálogo. Que neste dia e sempre, todos possam deixar os ressentimentos de lado, a apatia, o desamor e ser mais humanos e humildes, pois nada levamos desta vida! Somos seres em processo de construção e com uma passagem curta por este mundo. Que nossa passagem seja marcada pelo amor e por um legado do bem ao próximo. 

  Gratidão a todos os milhares de leitores que visitaram, visitam e acompanham a minha página no Brasil e no mundo!!! Que nesta noite de Natal a reflexão seja a palavra chave, que o amor fale mais alto e, sobretudo que, o mais importante que é o nascimento de Jesus Cristo, seja enaltecido, celebrado. Muita saúde, paz, felicidades e realizações a todos!!! Feliz Natal e um ano de 2018 repleto de paz, realizações e de amor para todos!!!



João Luciano Silva da Costa.



19 de dezembro de 2017

Os dilemas enfrentados nas relações humanas


 
   No dia a dia não é nada fácil o convívio social. Por mais simples que se possa imaginar, as relações humanas tornam-se complexas por conta de um e outro indivíduo portar-se diferente em diversos aspectos. Isto se dá porque somos seres humanos inseridos dentro de um contexto de diversidade. Somos diversos em opiniões e atitudes. Ser diverso, ou seja, pensar e portar-se diferente dos demais são alguns dos casos que geram conflitos e o consequente esfriamento e até em certos casos o término de uma amizade, relação amorosa, relação amistosa em ambiente de trabalho etc. No entanto, o aprendizado acadêmico e, sobretudo as experiências obtidas no curso da vida permite-nos a escolha de sermos flexíveis ou manter um padrão comportamental rígido e não estar preparado para lidar com as contrariedades que surgem e surgirão. Tudo é uma escolha. Isto se explica, não raro, pela educação que um indivíduo obteve ao longo de sua infância e adolescência. Trata-se de algo reversível por meio de um processo de reprogramação da mente o que pode ser feito com o apoio de um psicólogo etc. A vida futura é projetada no hoje por isso, aja com destemor, muita determinação e, sobretudo fé em Deus. Não existe sorte ou azar. O que existe são desafios e como você os enxerga e enxergará, age e agirá fará toda a diferença.

  Como a vida seria ainda mais saborosa se todos ao invés de querer ter a razão procurassem ser felizes e estendessem a mão ao seu próximo. Discorrer sobre esta temática é muito interessante e intrigante. Digo intrigante por conta de que ao analisar os inúmeros comportamentos apresentados por diversas pessoas chega a ser surreal o modo como uma e outra se porta em relação a algumas circunstância da vida. Quando falo em comportamento abranjo as ações e reações que vão desde uma opinião diversa, tratamento, simpatia, agressividade e todas as nuances relativas ao comportamental. Pesquisar, analisar e perceber todas estas nuances não é uma tarefa fácil. A cada dia vejo o quanto é complexa a psique humana. Ao mesmo tempo, observo o quanto é fácil ter uma vida harmoniosa. Por outro lado vemos o quanto os entraves e piores guerras são travadas dentro da mente humana. Isto faz com que percebamos que o dito popular ganha fundamento “o pior inimigo do ser humano é o próprio ser humano”. De fato, pois alguns embates, complexos, limitações, depressões etc são provocados por grandes impactos sofridos pelo cérebro, já tantos outros, são gerados pelo próprio indivíduo que por não ter e exercer a autorresponsabilidade de suas ações projeta nos outros a culpa de seus fracassos e nunca assume para si mesmo que o maior responsável pela vida que leva é o próprio. Este por sua vez, deixa de ser o autor de sua história para figurar como mero coadjuvante. Não percebem que são exatamente no solo das incertezas e dificuldades que aprendemos mais e mais. Sem saber lidar com tempos adversos, não há como sermos merecedores dos troféus. Engana-se que pensa que os momentos tranquilos são os melhores. Podem ser sobre o ponto de vista da agradabilidade, mas jamais o serão no sentido de dar-nos a grande riqueza da sabedoria. Todos devem refletir sobre isto.

  A vida, para concluir, é feita de momentos e saber vive-los implica em ter humildade de nunca achar-se sabedor de tudo e muito menos melhor que alguém. Reflitam e tenham um excelente dia!!!



João Luciano Silva da Costa. 



7 de dezembro de 2017

Um humorista que saí da política e entra para a história


 Depois de sete anos de mandato, o deputado federal Francisco Everardo Oliveira Silva, mas conhecido como Tiririca, ontem dia, 06/12/2017, subiu a tribuna da "Câmara dos deputados" e faz um discurso simples e ao mesmo tempo emblemático e impactante diante da política nacional. Orgulha-me saber que ainda existem pessoas com a coragem e a bravura muito bem demonstradas pelo referido parlamentar. Um humorista que fez uma imersão no mundo político com ideais de mudar o Brasil. Lamentavelmente, Tiririca não falou nenhuma inverdade. Penso que, a política brasileira está infestada de políticos corruptos e fica cada vez mais claro o quanto é difícil fazer algo de concreto socialmente falando no campo da saúde, educação dentre inúmeras outras questões, dentro deste pleno contexto de desvios de dinheiro e de tamanho mau-caratismo, sem generalizar. Realmente, como o referido deputado fala em seu discurso, existem suas exceções, mas que pouco pode se fazer. Assistam ao discurso do nobre deputado na tribuna da Câmara dos Deputados, em Brasília: 



  Isto entristece e deixa-nos ainda mais, sem saber o que pensar. Ao analisar a história do Brasil e ver tantas incoerências fico a refletir o que leva um indivíduo a pensar que pode roubar o dinheiro público e ter paz em sua consciência. Escrevo tanto acerca dos aspectos sociais, políticos e econômicos que jamais poderia deixar de destacar a coragem deste deputado que com toda a sua humildade e singeleza colocou cada qual no seu devido lugar. Tudo isso só corrobora, confirma e nos mostra a distinção do supracitado deputado e de que ainda existem pessoas de caráter que por não suportarem a pressão de um ambiente movido por negociatas e falcatruas resolve abrir mão da vida pública. A partir desta atitude observo o quanto é fundamental que a juventude intelectualizada se mobilize, que o povo vá para as ruas de maneira pacífica e lute pelo país, pois do jeito que as coisas estão não dá. Precisamos de exemplos com fundamentos. Pessoas que como o supra deputado tenham vivenciado na pele as dificuldades da vida, como: a fome, a desigualdade social e demais mazelas do dia a dia. Sempre tive e tenho a vontade de ter a oportunidade de expor minhas ideias nas tribunas das escolas, universidades dentre diversos setores, inclusive o do empresariado brasileiro. Sou de origem pobre e vivenciei na pele diversas situações adversas. Por eu não ter família às coisas tornam-se ainda mais difíceis e jamais me vitimei. Sempre agi de maneira resiliente diante de cada circunstância. Recentemente liguei para uma emissora de TV em São Paulo a fim de fazer uma matéria e estou no aguardo. Não estou fazendo isto com o intuito de promover-me até porque se fosse o motivo o faria em minhas páginas. Jamais. Nem muito menos tenho vontade de ter algum cargo público. Continuarei a lutar por um espaço na TV para falar ao Brasil, pois o nosso país precisa de exemplos. Não me vejo como o salvador da pátria e nem muito menos tenho a pretensão de ter uma história mais dolorosa do que quem quer que seja, mas como enxerguei e enxergo, bem como lidei e lido com o abandono, rejeição, fome e a miséria fizeram de mim penso eu, um ser humano habilitado para discorrer sobre aspectos sociais de maneira fundamentada e motivacional mostrando e levando as pessoas a valorizarem o que possuem e a família que tem haja vista, quantas e quantas pessoas não possuem uma família. Quantas e quantas pessoas estão dentro de mansões e em seus carrões e, no entanto, submersas no alcoolismo, depressão, desanimadas, desesperadas e até pensando em tirar a própria vida. Mesmo tendo tudo. A minha ideia é mostrar que mesmo sem nada ter, dentro do pouco que tinha ter perdido não possuo família e em um cenário de muitos e seguidos sofrimentos e desafios sempre portei-me de maneira resiliente e forte. Segue os links com o resumo da minha história de vida: http://jluciano442.blogspot.com.br/2013/05/dia-das-maes_12.html.

  Enfim, peço a todos que diante do exposto pensem sobre todo o contexto social e percebam a gravidade da situação. O país passa por um de seus mais delicados momentos e se não houver algo de efetivo ficará complicado conter o sangramento, como pode ser visto na imagem em tela com pessoas moradoras de rua que padecem ao relento. Reflitam e tenham um excelente dia!!!



João Luciano Silva da Costa.



20 de novembro de 2017

A consciência negra dentro da atual conjuntura



 A meu ver, só construiremos um mundo melhor quando as diferenças tiverem fim e todos os seres humanos, independente de cor, credo religioso, peso, partido político etc, se derem as mãos e seguirem unidos, como na imagem ilustrativa, em tela. Isto posto, falar de Zumbi dos Palmares, grande mártir negro, é adentrar a diversas questões emblemáticas e que precisam ser tratadas e erradicadas definitivamente. Dentre as quais, o preconceito contra o negro e a escravidão que por mais que muitos pensem  que teve fim, ambas injustiças estão mais acesas do que nunca. A partir disto é fundamental que haja um debate dentro do contexto das relações humanas. Algo lastimável. Por mais que seja triste  falar das involuções é sabido que em pleno século XXI ainda existe escravidão e que o preconceito ao negro encontra-se enraizado.

  O preceito no âmbito social somente deixou de ser praticado de maneira explícita, ou seja, de forma direta para ser praticado de modo velado. Isto se dá por conta das leis protetivas e que hoje ganharam mais corpo dentro do âmbito jurídico. Na minha concepção, é deplorável vivermos em um país e em um mundo marcado por tantos preconceitos, quiça, refletir a respeito. Caros leitores, penso que, a manifestação de preconceito é a maior prova de incapacidade intelectual e porque não de demência. São ódios diversos e sem fundamentos, que vão desde a cor da pele, partido político, time de futebol, intolerância religiosa dentre inúmeras questões. Tudo isto remonta uma história de pleno retrocesso, onde existe uma mediocridade perceptível e consequentemente um brutal enfraquecimento das relações sociais.  As pessoas não se apercebem de que ao não respeitarem e tolerarem o seu próximo o faz consigo mesma, pois como posso imaginar-me tendo o bem se nas minhas práticas eu não o fizer. O contexto da atitude revolucionária de Zumbi, só corrobora os fatos repudiantes que encontramos na história e colabora para que haja os desdobramentos necessários de diversos outros assuntos, que não são tratados com o devido peso pelas autoridades. Questão que só faz suscitar em mim a garra ainda maior de combater e lutar por dias melhores, dias onde todos tenham uma vida de qualidade e que os direitos verdadeiramente sejam iguais para todos e não somente a um seguimento da sociedade. Ao ler a história e analisar cada detalhe fica cada vez mais clara a contradição. Incrível que mesmo diante do avanço da informação e do rigor que se passou a ter nos últimos anos ainda tenhamos sérios casos preconceito de cor e que exista trabalho escravo no Brasil. Trata-se de algo surreal e inaceitável. Apesar de todos os cidadãos de certo modo terem acesso à informação, por conta do advento da internet, a bem da verdade, a exploração de mão de obra ainda existe de maneira vil e obscura. Penso que, a escravidão só sofreu um processo de regulamentação como pano de fundo, a fim de se encobrir a verdadeira realidade enterrada há anos e mantida por uma classe de empresários que submetem empregados a trabalhos inumanos em lavouras, em minas na extração de minérios, dentre outras funções etc. As mazelas são inúmeras e a rigor, a extração de minério precisa ser criteriosa e seguir os parâmetros estabelecidos pela "lei: 11.685/2008"  observando as disposições preliminares do capítulo I  desde o artigo: 1°  ao artigo: 3° e demais regramentos no que tange a conservação ambiental.

  Em resumo, a intolerância, a falta de amor ao próximo tem regido as relações humanas e tornado a realidade cada vez pior. Não há como termos um mundo melhor com tantas contradições históricas e de atitudes. Reflitam e tenham um excelente dia!!!



João Luciano Silva da Costa. 




15 de novembro de 2017

A república e os aspectos negativos da política

   
 Ao fazer uma análise da mudança de uma monarquia e da derrubada da soberania de um imperador, “Dom Pedro II”, para que o Brasil tivesse a república como forma de governo fico sem saber ao certo o que de bom obtivemos. Logicamente que tivemos avanços. Contudo, existe o controverso que paira no ar, nos dias atuais. O país está sem moral e base para estabelecer rumos para a nação em face da falta de competência gerencial e das roubalheiras, pois mais que uma crise econômica, o país passa por uma crise ética tendo perdido a sua credibilidade com o povo brasileiro e no âmbito internacional. A situação do Brasil é muito delicada e precisa ser tratada com muito cuidado pelos governantes que assumirão a presidência na próxima legislatura. As coisas não podem ser tratadas como temos visto. Entramos em um processo de banalização total e o povo cada dia mais se afasta da política por ver nela uma porta de entrada para o roubo e a perpetuação da injustiça. De fato, é bem degradante tudo isso que acompanhamos. O brasil tinha tudo para ser um país de primeiro mundo.  No entanto, por conta da atual conjuntura, o mesmo se encontra como está. Cada dia que passa nosso país está tornando-se propriedade de outros países, haja vista, os processos de privatizações feitos e a altíssima dívida externa. Trata-se de algo absurdo e vergonhoso. 

  As questões são gravíssimas: A saúde está uma vergonha, com atendimentos precários, estrutura sucateada e profissionais desmotivados, sem falar na falta do básico necessário para um atendimento minimamente necessário a uma população tão sofrida, a violência aumentou de modo assombroso e tornou-se algo descontrolado em alguns estados em específico, a educação está cada vez mais em desajuste com o nível de qualidade desejável, ou seja, péssimo. Para piorar, o índice de desempregados é extremamente preocupante, o governo tenta conter a sangria provocada pela crise econômica aumentando impostos e aprovando reformas buscando saídas tirando benefícios do trabalhador e reduzindo gastos o que só piora a situação socioeconômica de um povo que desde que brasil é brasil, sofre. Isto é revoltante. Os menos favorecidos acabam pagando uma conta injusta em razão da corrupção que praticaram. O quadro é bem claro: Os políticos, sem generalizar, roubam e a conta fica para o pobre que mal tem o que comer e ainda fica sujeito aos desmandos descabidos de uma corja de políticos que nunca lutou para representá-los, mas sim os seus próprios interesses, da maneira mais sórdida e escusa possível. Caros leitores, não é fácil fazer uma análise e ter esta perspectiva do país, mas não há o que comemorarmos em uma data em que se celebra a proclamação da república, mas que em contrapartida, tem o seu país imerso a um terrível lamaçal. O Brasil precisa ser passado a limpo através de uma impactante mobilização em prol da ética. Os referenciais de uma nação estão nos valores éticos e começam a partir de atitudes simples, mas que fazem toda a diferença dentro do contexto social. As práticas atuais não se coadunam com os discursos e os que tentam lutar de verdade pela sustentabilidade política do país perdem forças. As pessoas ficam descrentes da política e com isso desistem de lutar. Isto não é a solução. Vamos a avante e lutemos. Precisamos nos unirmos e fazer acontecer.

 Enfim, datas como estas não dão inspiração alguma para o povo que anseia por justiça, onde a podridão e a barbárie tomaram conta. O povo merece ser tratado com respeito, as questões sociais precisam ser amplamente discutidas e o viés humanitário precisa ter vez. Reflitam e tenham um excelente dia!!!



João Luciano Silva da Costa.




5 de novembro de 2017

Em alguns casos o silêncio vale mais que mil palavras

  
 
   Inúmeras são as vezes, que pessoas no afã do momento e sentindo-se com a razão e por falta de autocontrole colocam-se em situações complicadas. Muitas pessoas agem e reagem sem o devido ponderamento e gerenciamento de suas emoções. Trata-se de algo inerente ao ser humano por conta do temperamento e diversos fatores. Todavia, em muitos casos “o silenciar-se vale mais que falar”, pois quanto mais uma pessoa fala, coloca-se em situações cada vez mais adversas e o que no início poderia ter sido resolvido, com um diálogo harmonioso acaba por virar uma imensa bola de neve, ou seja, um conjunto de problemas que acabam por gerar uma série de ressentimentos que acabam sendo ruminados, ou seja, relembrados ao longo de toda uma vida. Daí a escolha: Optar pelo silêncio  e a meditação ou ficar se digladiando com as pessoas por toda uma vida. Veja e busque sempre o lado bom de tudo porque de cada situação adversa há grandes experiências a serem obtidas que no futuro serão repassadas aos seus filhos e aos que precisarem de um direcionamento seu. Perceba que de cada momento visto como negativo temos como extrairmos coisas boas!          

  A cultura imprimida por um dito popular de que: “Quem se cala consente”, não tem fundamento prático no refere-se ao tema em pauta. O silêncio na maioria das vezes evita conflitos e a consequente ruptura de relações que até então eram tão sólidas e exemplos dentro do contexto social. Friso, no entanto que, o problema não reside no falar, mas sim no tocante ao como se fala e o que se fala. Nossas palavras possuem poderes indescritíveis e o impacto dependendo das circunstancias pode gerar consequências boas ou ruins. Uma palavra negativa caro leitor, pode destruir uma pessoa por dentro, dada as circunstâncias que a mesma já vive e que nem sempre as pessoas que vivem a sua volta sabem. Como muito bem diz o tema em pauta: " Em alguns casos o silêncio vale mais que mil palavras".  A grande questão é que ninguém tem o direito de ferir a quem quer que seja. Tratar mal o nosso próximo repercuti em coisas ruins para nós mesmos. Independente do problema que você esteja vivenciando nunca humilhe ou trata o seu irmão mal proferindo palavras de desestímulo. Com base neste ponto de vista avalie e reavalie tudo que for falar antes de fazê-lo e se tiver cometido algum erro ou vier a cometer nunca sinta vergonha ou orgulho para pedir desculpas ou mesmo perdão, pois ambas são atitudes nobres e restauradoras das relações humanas, dilaceradas pela falta de sabedoria. Enfim tudo na vida acaba sendo um grande aprendizado. A questão está no como que cada um enxerga os desafios que se apresentam no curso da vida. 

   Conclusão, antes de proferir uma palavra pense e repense. Não tenha preocupações em responder de imediato porque a resposta pode até ser rápida, porém as consequências boas ou ruins seguramente terão impacto por toda uma vida no contexto de quem as receber. Consciência é a palavra chave. Reflitam e tenha um excelente dia!!!


João Luciano Silva da Costa.


2 de novembro de 2017

O dia de finados não é o fim


  Apesar de muitos fazerem desta data, dia, 02 de novembro, "O dia de finados", um meio para lembrar de seus entes queridos, que já não se encontram mais no plano físico, a meu ver, trata-se de uma mera data porque a vida é algo que transcende as barreiras da própria morte. Existem coisas que vão além do que supomos compreender dentro do campo da extrafísica. Contudo, nesta data ocorreu-me lembrar das centenas de jovens que perderam suas vidas na tragédia do Rio Grande do Sul dentre outros aspectos. Fato muito triste e que se traduziu na segunda maior tragédia do país. A primeira foi em 17/12/1961 em Niterói na cidade do Rio de Janeiro, no “Gran Circo”, aonde mais de 500 pessoas morreram em razão de um incêndio. Coisas da vida. Logicamente que em estados e em ambientes distintos, porém em dimensões de sofrimento parecidos. Com base nisto venho através do meu blog solidarizar-me com todos os familiares dos aproximadamente 242 mortos vitimados pelo incêndio ocasionado na "Boate Kiss", no dia, 27 de janeiro de 2013, localizada em Santa Maria, região central do Rio Grande do Sul e no plano internacional  o terrível atentado contra o "World Trade Center, mas conhecido como as Torres Gêmeas",  ocorrido em 01 de setembro de 2001, bem como com todos que porventura perderam um integrante de sua família, um amigo seja há muito tempo ou recentemente. A oração com fé é um dos caminhos para sobrepujar, ou seja, vencer os abalos provocados pelos diversos contextos da vida.

  Nos dias atuais, infelizmente deparamo-nos seja em pequena ou grande quantidade com fatos chocantes como estes no brasil e no mundo o que deixa-nos profundamente tristes. Trata-se de uma tarefa desafiadora encontrar palavras neste momento para consolar os familiares das vítimas da tragédia do RS (Rio Grande do Sul), assim como de qualquer fato trágico. Fica extremamente difícil, pois somente as mesmas, sabem do tamanho do vazio e a dimensão da dor que assolam os seus corações. As palavras que encontro é a de que Deus, independente de credo religioso, possa confortá-los dando-lhes muita paz e auto controle porquê a circunstância mais do que nunca requer isto, e que seus corações possam ser preenchidos neste instante de uma força incomensurável e inesgotável e de dar-lhes a capacidade necessária para que vençam esta situação. Embora seja apenas uma fase de transição, a morte nunca foi encarada com bons olhos pela maioria das pessoas. O que dizer dentro deste contexto. Caros leitores é fundamental que encaremos os fatos como eles são. A não compreensão torna a dor ainda maior no tocante ao assunto em pauta. Falo da morte com tranquilidade porque ao longo da vida vi toda a minha família morrer. Tendo perdido o meu pai que era filho único e sendo eu, filho único e tendo eu, sido criado por minha saudosa avó paterna, acompanhei sem saídas o ritual fúnebre de cada um. Sofri muito e apesar de ser muito bem resolvido comigo mesmo, existem épocas festivas que trazem a baila lembranças memoráveis de um passado que se foi e do qual eu apenas lembro-me com gratidão, sem reclamar e sem em tempo algum me vitimizar. Apenas agradeço e peço a Deus, independente de religião, que continue dando-me forças para que eu prossiga nesta jornada levando a minha vida, com mais e mais fé, garra, obstinação e com a capacidade intelectual e experiência de vida para transmitir dentre outras coisas, alento a todas as  milhares de pessoas que acompanham as minhas páginas no Brasil e em todo o mundo. Para os que porventura tiverem curiosidade sobre a minha história de vida, no ano de 2013, mais precisamente no dia das mães, eu publiquei um artigo contando um pouquinho de minha vida. Segue o link: http://jluciano442.blogspot.com.br/2013/05/dia-das-maes_12.html

  Desde já, me coloco humildemente a disposição de todas as famílias, seja em oração ou da maneira que for necessário a fim de que este sofrimento possa ser amenizado. Desejo que todos tenham muita fé, pois ela é e sempre será a nossa bússola em meio aos desertos. Que todos que sofrem seja no Brasil e no mundo recebam o conforto e consolo neste momento. Reflitam e tenham um excelente dia!!!



João Luciano Silva da Costa




24 de outubro de 2017

A despedida e a importância da gratidão.

  
   
  Há quase um ano e nove meses eu embarcava em uma viagem rumo á capital do Ceará, Fortaleza. Ao chegar em solo Cearense passei por momentos felizes, mas também por tantos outros cujos quais, nunca havia vivenciado em toda a minha vida. Aqui encontrei a tristeza, mas também fui abraçado pela imensa solidariedade do povo que me foi muito acolhedor. Ao longo de minha vida enfrentei desafios inimagináveis e de todos extraí o melhor que pude e aqui não foi diferente. Hoje, dia, 24 de Outubro, embarco literalmente rumo a grandes horizontes e conquistas. Transformei os momentos difíceis em suportáveis e grandes angústias em oportunidades para reflexão e entendimento da vontade de Deus, independente de credo religioso. O que me trouxe a esta terra foi algo nobre e nobre também foi o gesto que o povo, volto a dizer, desta cidade teve para comigo. 

  Gratidão é a palavra que tenho para descrever o que sinto por Deus ao ter me trazido aqui e, de, sobretudo por eu estar vivo para contar esta história que se resume em um grande testemunho de homenagem e agradecimento. Certamente isto é só uma parte de toda uma história real que irá figurar em um dos meus livros. Fiz amizades inesquecíveis, conheci e fui abraço por pessoas simples e ricas de espírito e com valores incomensuráveis. Jamais me esquecerei de cada pessoa e não podia mensurar o quanto eu fui e sou importante na vida de tantas pessoas. Momentos incríveis e impactantes. Fui acolhido de maneira extraordinária por famílias que levarei guardadas no meu coração como se fosse a minha família, já que não tenho família. Pude perceber o quão grande é o poder de Deus e que apesar de existem pessoas ruins e mesquinhas ainda há verdadeiramente pessoas generosas. Pude desfrutar do amor e do desamor, do acolhimento e do abandono, da solidão e da tristeza. Só tenho a agradecer, pois é passando por todo este laboratório de vida na prática que aprendemos a ser ainda mais humildes e hábeis nesta vida. Os aprendizados são inúmeros e o percurso até atingi-los foram árduos e espinhosos, haja vista que, nada na vida é fácil e se o fosse não teria graça. Nunca desista, jamais murmure e duvide, pois Deus, independente de credo religioso, é infinitamente fiel!!

   Ser resiliente e, sobretudo ter fé é algo elementar no curso da vida. Nunca deixem que esta chama se apague em sua vida ainda que você tenha ou esteja passando pelos momentos mais remotos de sua vida! Hoje embarco muito feliz por ter cumprido a minha missão e de estar abastecido para seguir em frente e levar boas novas e se encontrem desiludidas, desanimadas, destroçadas e desesperançadas. Olhem para a frente e mirem em novos e grandes horizontes porque é isto que se sucederá em sua caminhada!!



João Luciano Silva da Costa. 




12 de outubro de 2017

Crianças do amanhã


  Penso que, o futuro da humanidade se dá através do que semeamos no presente, ou seja, no dia de hoje. Não consigo imaginar um mundo melhor, sem que, as crianças não sejam preparadas para serem grandes educadores, idealizadores, pacificadores e criadores de uma política que efetivamente beneficie a todos e não parte. Infelizmente, enquanto houver crianças sendo criadas de modo alheio a tudo que se encontra a sua volta e, portanto, sem consciência, nada mudará. Vivemos infelizmente dentro de um sistema repleto de deficiências. Sistema este que, manipula e retira do cidadão o sonho de uma vida digna. Este sistema na minha concepção precisa ser banido. A pureza existente no olhar de um criança é algo lindo e indescritível. A família unida e feliz é uma instituição incrível e sagrada. Que todos possam refletir acerca da pureza e fazer uma revista de suas vidas, pois desta feita certamente muitos voltaram a memoráveis momentos simples, mas ricos de felicidade. Enquanto as crianças carecem de carinho, união entre os pais, bem como de bons exemplos a seguir, por outro lado temos, nós adultos, que necessitamos aprendermos com as crianças e, sobretudo com Deus, o quanto a vida é simples de ser vivida. Valores imprescindíveis ao bom curso da vida.

 Quando escrevo um artigo oriento-me a partir dos meus conhecimentos acadêmicos, de minhas experiências de vida, que não são poucas e, sobretudo com Deus. Ao fazer uma imersão nas raízes dos problemas que geram todas as mazelas fico indignado que coisas tão complexas tenham se originado de questões tão simples e que se fossem observadas por todos os pais e mães, não teriam gerado o grande problema que se tornaram com o tempo. Vamos por partes: por um lado temos um seguimento de pais que negligenciam na criação de seus filhos, como por exemplo: não cobram deles a feitura dos deveres de casa, atitudes comportamentais básicas de educação para com o próximo como: um com licença, por favor, muito obrigado, desculpa e respeito aos mais idosos, aos professores etc. Sem falar que existem os pais que não buscam ter minimamente o conhecimento necessário para norteá-los. Entendam caros pais e mães que ninguém sabe tudo e, muito menos a ser pai e mãe. Todos têm o dever de procurar entender. Ainda não sou pai, mas sou filho e fui educado por minha saudosa avó que foi minha mãe. Por outro lado temos um sistema educacional absolutamente deficitário. Escolas sucateadas, professores ganhando mal e ainda por cima, são em alguns casos vítimas de violências praticadas por partes de alunos que por não terem limites estabelecidos em suas casas através de seus pais agem e reagem sem limites fora de casa o que entra neste caso na dificuldade em lidar com contrariedades já que muitos pais dão tudo, fazem tudo e tais mimos só fazem estragar a criança que cresce sem saber a dificuldade que é para se obter as coisas. Com o passar do tempo tornam-se adultos intolerantes, irritadiços e violentos o que faz em muitos casos com que os mesmo caminhem para o mundo do crime. A partir desta perspectiva fica claro o porque de muitas coisas e um maior aprofundamento de alguns detalhes deixaria tudo ainda mais escancarado. Não adianta por culpa no governo, que todos votem e saibam cobrar, não adianta por culpa nas adversidades, pois problemas vêm para todos. O que vale é reconhecer os problemas enxergar onde estão os erros e lutar para saná-los. Quando nos colocamos como os responsáveis tornamo-nos autores de nossas histórias e não meros coadjuvantes que procuram desculpas para tudo.  
  
   Enfim, as sementes a serem plantadas e germinadas que produzirão bons resultados e, portanto a "criança do amanhã", é semeada no hoje, por meio de bons exemplos praticados pelos pais, de políticas públicas que fomentem a cultura da leitura, incentivo ao sistema educacional, a começar pelo reconhecimento do professor com salários dignos e estrutura. Que no dia de hoje, as crianças possam verdadeiramente ser crianças e não escravizadas, abandonadas por pais irresponsáveis e imaturos. Que todos nós, enquanto adultos, não deixemos a chama da eterna criança que existe dentro de cada um de nós, se apagar. Feliz dia das crianças a todas as crianças do Brasil e do mundo!!!



João Luciano Silva da Costa.